Yoko Ono – Namyohorengekyo

Aqui vai uma das músicas mais legais da ícone feminista do mundo. A Maria Madalena do Rock. Essa é uma música mais difícil, tem uma outra que eu gosto muito também, Walking on thin ice, que segue aqui. E, pra quem quiser se aventurar mais no mundo das piranhas, digo, musas maravilhosas do Rock, vale a pena conferir a carreira da Courtney Love. Acho menos interessante do que a da Yoko, mas também é muito legal. Tá na hora de revermos nossos conceitos sobre o Rock, não é mesmo? Hahaha

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por | dezembro 4, 2013 · 3:01 am

Gente, vamos rir mais. aloka. (pode falar aloka no feminismo?)

Olha, depois que saiu uma matéria podrérrima na playboy sobre o sofrimento dos homens, o mundo feminista não parou. Surgiu um post num tumblr ótimo. Tô começando a curtir muito esse negócio de Misandria. Vamos ser felizes no ódio aos homens. Vem que tem.

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Que feminismo é esse??

Há algumas semanas, recebi a visita de uma amiga que mora em goiania, na ocasião tivemos a oportunidade de conversar a respeito de uma dupla sertaneja de mulheres, que segundo ela cantava músicas com teor feminista, logo fiquei entusiasmado com o fato de uma dupla que canta o estilo sertanejo ter em suas letras palavras e expressões que valorizam a mulher e a causa feminista, então resolvi abrir uma excessão e ouvir a música das garotas.

Para meu total espanto aquilo que minha amiga julgava ser feminista era na verdade uma mera reprodução de comportamentos machistas e opressores, pois a meninas dizem em suas letras que as mulheres devem se comportar da mesma forma que os homens, para elas os homens não passam de meros objetos, são elas que os machucam, os traem e dão a famigerada desculpa: eu sou a pessoa errada pra você. Vejamos a seguir trechos de algumas músicas

“E acabou, me apaixonei por outro e não é mais segredo
Fui adiando o fim eu tive tanto medo de te machucar, machuquei
Eu menti e agora “tô” saindo e “tô” trancando a porta
Que é pra deixar bem claro que não tem mais volta
E não dá pra esconder, sou a pessoa errada pra você”

“Tocando sua pele, beijando seu corpo
Se eu for a dona desse patrimônio
Vou causar inveja no povo”

“Tão falando que eu tô bebendo muito, que que é isso?
Sou muito diferente pra beber mantenho nível
Quando chego no bar com a minha turma o bicho pega
Começa a bebedeira mas eu vou seguindo a regra

Nível um, a timidez já foi embora e eu tô soltinha
Nível dois, virei amiga até do cara da cozinha
Nível três, eu fico rica e todo mundo tá me olhando
Nível quatro, lembrei do ex, ai meu Deus já tô ligando

Ah, ela tá soltinha e vai subindo pra cabeça
Vai sensualizando, vai sensualizando”

De acordo com minha amiga é importante que mulheres cantem essas letras, pois dessa forma as garotas que tomam essas atitudes deixarão de serem mal vistas pela sociedade, pois ainda segundo ela hoje as mulheres possuem menos privilégios que os homens, ou seja, homens podem sair a noite e chegar na hora que bem entenderem, ao passo que uma mulher considerada direita e de família não pode chegar depois da uma da manhã em casa.

Ela levanta algumas questões, como por exemplo em algumas famílias, ser concedido ao homem o direito de levar sua namorada para dormir em casa, o que é terminantemente proibido para as mulheres, o fato de em algumas famílias os meninos serem orientados pelos pais a serem os “pegadores” ao passo que as meninas ganham brinquedos que sugerem um estimulo a uma vida doméstica, como mini cozinhas.

Após tais considerações gostaria de convidar o caro leitor a fazer uma reflexão: isso tudo que minha amiga chama de feminismo é de fato a representação de tal movimento no Brasil atualmente?
A resposta é claramente não! Tomemos aqui como base de apoio o artigo da professora Cynthia Sarti, nele a livre-docente da UNIFESP faz um apanhado histórico da trajetória do movimento feminista no Brasil.
Cynthia começa nos mostrando que o movimento tem início na década de 1970, muito com a intenção de ser uma frente opositora ao regime militar vigente na época. Podemos constatar alguns fatos que propiciaram a difusão do movimento, o país passara em 1968 por uma grande efervescência cultural, havia uma intenção de modernização e expansão educacional, as mulheres naquele contexto começam a ter maior acesso a métodos anticoncepcionais e a tratamentos psicológicos, ou seja, é uma década realmente que da propulsão ao movimento.

Contudo, é na década de 1980 que o movimento feminista brasileiro se consolida, pois com a anistia em 1979, muitas mulheres que haviam sido exiladas em outros países e sobretudo na Europa, regressam ao Brasil sob fortes influências dos movimentos feministas estrangeiros. O ponto fundamental dessa década foi o desejo de grupos de feministas se tornarem legítimos, ou seja, elas buscavam sua legitimidade através da criação de ONG`s para com isso poderem pressionar de forma mais eficaz a implementação de políticas públicas, por exemplo, que beneficiavam as mulheres.

Cynthia ainda nos conduz à década de 1990, mostrando que a maior das contribuições das feministas fora a grande exposição da violência doméstica que muitas mulheres sofriam e ainda sofrem, segundo ela a criação de delegacias especializadas e de varas criminais foi de extrema importância para se debater o assunto e tentar encontrar soluções e principalmente criar mecanismos de punição para os agressores.

Gostaria de finalizar esse post mostrando que infelizmente minha amiga possui ideias equivocadas do que é efetivamente feminismo, gostaria de poder influenciá-la e tantas outras que pensam da mesma forma que ela. Afinal, que feminismo é esse que apenas reforça o machismo tão arraigado em nossa sociedade?

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Guerra dos Sexos: Homens x Mulheres no Mercado de Trabalho

 Nas últimas décadas, principalmente, a partir dos anos 60, ao pensar homens e mulheres em interação social, o cenário em que o conflito velado ou não aparece, é na guerra dos sexos, no octógono de disputas chamado de mercado de trabalho.

Segundo o relatório de 2013, Desigualdade de Gênero, elaborado pelo Fórum de Econômico Mundial, ao avaliar as diferenças entre gêneros, no quesito igualdade salarial entre homens e mulheres, o Brasil ficou na 117ª colocação, entre os 136 países. Um dado preocupante que pode ainda mais aflorar os ânimos desta disputa entre os gêneros.

Ao se voltar e indagar sobre as diferenças entre os sexos no ambiente de trabalho, segundo dados de 2012 da OIT (Organização Internacional do Trabalho), “as taxas de desemprego das mulheres são mais altas do que as dos homens em escala mundial e não se preveem melhoras nos próximos anos”. Embora tal fato seja divulgado pelo órgão da ONU, as mulheres em nada se agradam com tal dado, como a ex-presidente do Chile e atual Diretora Executiva da ONU Mulheres que assim relatou acerca do assunto “Garantir a igualdade de oportunidades para mulheres e homens não é somente uma medida justa, é também uma estratégia econômica rentável”.

Tal dado embora possa ser natural ou tomado como normal por muitos homens, diante do quadro econômico não muito agradável para vários países do mundo, caso da China, que embora tenha crescido nos últimos anos a níveis a la China, viu aparecer em suas muralhas o slogan “Mulheres Voltem Para Casa’’ ou “lugar de homem é na rua, lugar de mulher é em casa”.

O caso visto como uma medida radical para conter as dificuldades que possam aparecer em virtude da rápida urbanização e da dificuldade do Estado Chinês em não dar conta da hipertrofia das cidades. Visto que, a taxa de emprego urbano entre as chinesas caiu para 60,8% em 2010, depois de ter declinado para o nível de 77,4%, 20 anos antes. A taxa de emprego urbano feminino em 2010 era 20 pontos mais baixa que a dos homens, como aparece no www.estadao.com.br/noticias/impresso,a-desigualdade-de–genero-na-china.

Diante do caso oriental, ao olhar nosso Brasil a situação não esta pra samba e futebol, assim nos diz a PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – IBGE), pois as mulheres ganham em média 27,1% menos que os homens, nos últimos dois anos, 2011 e 2012, os salários dos homens aumentou em média, R$100,00, enquanto das mulheres R$60,00.

O caso brasileiro demonstra certa dificuldade de resolução, no entanto, os esforços para dar conta da situação atual são necessários e uníssonos tanto para a realidade local como internacional, já que mudanças são fundamentais não somente para a resolução de problemas de ordem social e equiparação de gêneros, mas também de ordem econômica, como aparece nas palavras da ex-presidente do Chile e atual Diretora Executiva da ONU Mulheres, “Garantir a igualdade de oportunidades para mulheres e homens não é somente uma medida justa, é também uma estratégia econômica rentável”.

Para aquelas mulheres que se sentirem menosprezadas e não estiverem se sentindo privilegiadas em centros regionais como São Paulo e Rio de Janeiro, a solução poderá ser se deslocar e, sem deméritos, desbravar o norte deste imenso país. Segundo o IBGE, “as mulheres de 15 anos ou mais que estavam empregadas no Estado do Amapá tinham, em 2012, rendimento mensal médio — incluindo a inflação– maior do que em São Paulo e Rio de Janeiro. No Amapá, a média salarial das mulheres foi de R$ 1.480. Já em São Paulo, o rendimento mensal médio era de R$ 1.472, enquanto no Rio o mesmo índice estava em R$ 1.407”, como aparece em noticias.uol.com.br.

Além destes dados salariais, os benefícios referentes à flexibilidade de horários e a presença delas em cargos mais elevados, como de gestão, permite inferir a real dificuldade de aceitação ou presença do sexo feminino nos espaços de trabalho, como aparece em feminismo.org.br.

Tais dados estatísticos que refletem uma realidade nada agradável para o universo feminino, fazem-nos pensar acerca de como poderemos mudar tamanha situação, pois antes de se voltarmos para políticas públicas que vissem inserí-las no mercado de trabalho, o que salta ao olhos é o preconceito e a indiferença. Desta forma, ao partir de mudanças na mentalidade e de estruturas consolidadas na sociedade, poderão suscitar possíveis mudanças sociais tão desejadas por nossas mulheres.

Para tanto, não basta mudar o olhar sobre as mulheres mas me parece sensato mudar  o olhar sobre os homens, para daí sim, rever e reverter o diagnóstico social e econômico aqui, brevemente, demonstrado.

Valem aqui, as palavras do renomado sociólogo francês, Pierre Bourdieu, em A dominação masculina, (1999:36) “o esforço no sentido de libertar as mulheres da dominação, isto é, das estruturas objetivas e incorporadas que se lhes impõem, não se pode se dar sem um esforço paralelo no sentido de liberar os homens dessas mesmas estruturas que fazem com que eles contribuam para impô-la”.

Dentre tantos obstáculos que afetam a relação mulher x homem no acesso ao mercado de trabalho, fica evidente que a luta em parte parece estar a favor dos homens. Entretanto, para que esta luta termine com todos vencedores, as mudanças são urgentes, do lar ao ambiente de trabalho. E, embora a organização familiar esteja em transição do modelo tradicional: pai, mãe e filhos, para só mãe e filho ou mais de uma mãe, estas transformações sociais tem levado a alterações que tem contribuído para uma melhor condição da mulher.

Todavia, dentre as possíveis mudanças, como o empoderamento delas e o melhor entendimento e reavaliação do papel dos homens dentro de casa, estes também como responsáveis pelo cuidado dos filhos e da casa, quem sabe poderemos garantir maiores condições de assegurar uma melhor qualidade de vida e a tão sonhada igualdade de gênero.

Desta maneira, as palavras da demógrafa da UFRRJ, Moema de Castro Guedes, em sua obra, Desigualdades de Gênero, Família e Trabalho: Mudanças e Permanências no Cenário Brasileiro (2011), permitem uma reflexão interessante e rica quanto a esta abordagem aqui apresentada,

“A constatação de que os avanços das mulheres no campo profissional não vêm sendo acompanhados por um processo de “desnaturalização” dos tradicionais papéis femininos vinculados ao nascimento de filhos e pela desconcentração do trabalho reprodutivo na figura da mãe, parece fazer com que esta experiência seja postergada até um limite máximo possível ou mesmo deixe de figurar nos planos de algumas mulheres, particularmente daquelas pertencentes aos segmentos mais escolarizados da população brasileira. (…) Contudo, a persistência dos altos diferenciais salarias por sexo (mais intensos no grupo altamente escolarizado da população) e a segmentação da mão de obra feminina nos postos de menor prestígio e mais mal remunerados mostram o quanto ainda estamos distantes de um contexto de igualdade” (GUEDES, M. C., 2011).

Por fim, vale a pena pensar até quando as mulheres receberão tamanha discriminação? E quando poderemos ver mudanças reais na nossa sociedade brasileira?

 

 

 

 

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Elas, periguetes

“De mini saia rodada
Blusa rosinha
Decote enfeitado
Com um monte de purpurina
Ela não paga
ganha cortesia
Foge se a sua carteira estiver vazia”

 Para quem não sabe, recorrer à terminologia da palavra pode responder o que significa ser periguete. Periguete é uma personificação do termo “perigo”, é um termo para descrever e apontar um tipo de feminilidade que exacerba as normas morais do que significa ser mulher na sociedade brasileira. Ela é perigosa. Mas o que significa ser perigosa?

Significados de periguete no dicionário online Informal. Nesta rede, internautas têm a possibilidade de publicarem suas respostas para o significado de periguete. Entre várias explicações e denominações a principal é: “Mulher que se veste como prostituta; Mulher oferecida; Vadia; Vagabunda; Galinha; Mulher que não se valoriza; Mulher fuleira.” Nota-se uma caracterização negativa e que ao mesmo tempo acusa um “modo de ser” feminino.

Nenhuma mulher se identifica como periguete, trata-se de um termo de acusação, que possui inúmeras variações e possíveis caracterizações que passam pelo uso ofensivo e moralizante. A periguete torna-se um mal na sociedade por que ela é tida como um perigo para o homem solteiro ou casado, e um perigo também para a ideia do que significa ser mulher. Para o homem solteiro por que ela recebe características sedutoras e ao mesmo tempo traíra, ela é vista como uma mulher qualquer que só quer sexo e dinheiro, ela pode roubar, usurpar e usar os homens que se deixam entregar pela sedução dela. Para o homem casado ela é um perigo de destruir seu casamento, ela vira a amante, que satisfaz seus desejos sexuais, mas torna-se uma ameaça ao contrato matrimonial. Ela ainda pode se tornar um risco para ela mesma, na medida em que se exibindo com roupas marcadas e curtas pode sofrer abusos, agressões, etc.

A periguete é um contraponto para um ideal feminino na nossa sociedade, representando um termo que exclui e marginaliza quem é acusado. Mas o que significa esse ideal feminino que a periguete tende a ameaçar? Em sua obra “O Segundo Sexo”, Simone de Beauvoir trará um argumento que ajuda a entender um processo social de construção da identidade feminina. Em linhas gerais, desde a infância as crianças são confrontadas com papéis de gênero, classificando suas identidades entre o feminino e o masculino. A partir dessa classificação, as meninas são educadas a obedecerem normas e regras de convívio e prática na vida social, reguladas de acordo com o que se constituiu ser do gênero feminino. Assim, partir de uma teoria filosófica existencialista a autora demonstra que o “ser feminino” é uma construção social que molda aspectos do modo de ser e existir na vida das mulheres.

Ao longo da história o que significou ser mulher modificou ao longo do tempo. Na sociedade brasileira ainda existe uma forte tendência a pensar os papéis de gênero de maneira muito conservadora e desigual. A mulher ainda sofre significativamente uma série de injustiças em relação a seu lugar na sociedade. O poder que o gênero masculino ainda exerce sobre a mulher, ordena, reprime e subjulga significativamente as mulheres em vários sentidos. A hegemonia masculina constrói uma percepção de valorização hierárquica sobre os “tipos de mulher”. Para essa discussão cabe pensarmos dois tipos: a mulher para casar, ser mãe, ser a companheira, e a mulher para abusar (no sentido sexual e subjulgador do termo). A mulher companheira é aquela que não coloca em risco o ideal feminino, é uma mulher sensível, gentil, dócil, se porta adequadamente, é educada, etc. Enquanto que o outro tipo são elas, as periguetes. As periguetes exacerbam em vários sentidos o ideal feminino moralmente aceito na sociedade brasileira, portanto, nesse sentido, ela é um perigo que desvirtua o gênero feminino de acordo com os contratos sociais que normatizam as práticas e modos de ser da mulher.

No texto “Pensando o Sexo”, de Gayle Rubin, a autora apresenta uma figura que ajuda a entender pontos de posicionamento hierárquico da sexualidade na esfera social. O “Circulo Encantado” nos mostra a marginalidade do sexo de acordo com as normas dos padrões sexuais valorizados na sociedade Ocidental, nota-se que muito das características associadas a periguete estão nas áreas mais marginais do círculo: promíscua, por dinheiro, sozinha ou em grupo, casual, etc.

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A autora afirma que existe uma moralidade sexual que prestigia os grupos dominantes e acusa de várias formas os grupos não privilegiados, renegando, acusando e marginalizando suas atitudes sexuais.

Atualmente o termo periguete se popularizou com a personagem “Valdirene” da novela “Amor à vida” do autor Walcyr Carrasco. De maneira cômica o autor aborda os estereótipos do modo de ser da periguete, e nesse sentido, dramatiza e exagera nas características. A personagem é exagerada no modo de se vestir, desconcertada, não tem educação formal, fica com os homens pelo dinheiro, é ofendida, etc. Em certa medida através da comédia o autor aborda o tema sem gerar muita polêmica, pois mantém a personagem em papéis marginalizados e de forma pejorativa. Valdirene é boba, burra, etc.

Na cultura de massa a periguete tem um perfil traçado: é pobre e funkeira. O funk é o gênero que acolhe essa marca e também ajudou a popularizar a periguete. O funk “Piriguete” do Mc Papo é um exemplo de como essa imagem é construída na visão popular.

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 Ao mesmo tempo que a periguete é um perigo para uma sociedade conservadora, ela pode se tornar uma arma para a luta da emancipação feminina. A organização política Marcha das Vadias, que atua em várias cidades do Brasil, em suas manifestações, se apropriam da marca que a periguete tem para afirmação da liberdade sexual feminina. Dessa forma, desmistificando a periguete, demonstra como a mulher ainda sofre repressão sexual na sociedade brasileira.

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Assim, cabe a nós repensarmos em que medidas todos os dias nós acusamos direta ou indiretamente periguetes. Para que seja possível reconhecer a liberdade sexual em todos os sentidos, no modo de ser, se portar, se vestir, se apresentar socialmente, de maneira livre.

 

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Sexismo em Hollywood

E mais uma vez o debate acerca do sexismo foi levantado. Dessa vez, as feministas discutem a negação do desejo feminino e a sexualidade das mulheres a partir de uma critica ao sexismo praticado pela MPAA (Motion Picture Association of America) – órgão da indústria cinematográfica de Hollywood, responsável por avaliar os filmes e atribuir a classificação indicativa correspondente. (Tradução de: http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2013/11/1377885-atriz-dispara-contra-machismo-de-hollywood-apos-sexo-oral-ser-censurado.shtml)

Na quarta-feira, dia 27 de novembro, a atriz Evan Rachel Wood publicou em seu Twitter denuncias do machismo praticado pela MPAA, na analise do filme Charlie Countryman: enquanto cenas de cabeças sendo explodidas não foram consideradas impróprias, a MPAA decidiu censurar justamente as cenas de sexo oral em uma mulher. Como dissemos, a questão tratada é a negação da sexualidade da mulher.

Evan Rachel Wood afirmou: “Ao ver o novo corte de “Charlie Countryman, eu gostaria de compartilhar meu desapontamento com a MPAA que achou ser necessário censurar a sexualidade de uma mulher mais uma vez. A cena em que dois personagens principais fazem ’amor’ foi alterada porque alguém sentiu que ver um homem fazer sexo oral numa mulher deixava as pessoas ‘desconfortáveis’, mas as cenas em que as pessoas são mortas tendo suas cabeças explodidas ficaram intactas e inalteradas. Esse é um sintoma de uma sociedade que quer envergonhar as mulheres e diminui-las por gostarem de sexo, especialmente quando (uau) o homem não chega ao orgasmo também! Para mim, é difícil de acreditar que (a cena) teria sido cortada se os papeis fossem invertidos. Ou se a personagem feminina tivesse sido estuprada. É hora das pessoas CRESCEREM. Aceitem que as mulheres são seres sexuais. Aceitem que alguns homens gostam de dar prazer a uma mulher. Aceitam que a mulher não precisa apenas f.. e agradecer. Nós temos o direito e o dever de nos darmos prazer. É hora de nos manifestarmos…” (Tradução de: http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2013/11/1377885-atriz-dispara-contra-machismo-de-hollywood-apos-sexo-oral-ser-censurado.shtml)

E é a hora mesmo. Essa crítica não é recente. Há anos, as mulheres lutam pelo reconhecimento da sua sexualidade, luta árdua, principalmente quando é tão difundida a ideia de que homens são naturalmente mais interessados em sexo. Será que são? Pesquisando sobre o tema, encontrei uma excelente tradução de um artigo de Alyssa Goldstein: (http://escrevalolaescreva.blogspot.com.br/2013/11/quando-as-mulheres-queriam-sexo-muito.html)

A autora argumenta tratar-se, na verdade, de um estereótipo bem recente. Seja na Grécia antiga, seja na sociedade puritana do século XVII – e, por sinal, Goldstein argumenta que até o século XIX – o desejo sexual era reconhecido tanto para homens quanto para mulheres. A “curiosidade” é que às mulheres era atribuído o desejo sexual desenfreado!

Mas não se engane. A ideia não era reconhecer a autonomia da mulher “seu ímpeto sexual era visto como um sinal de sua irracionalidade, de sua inferioridade moral e intelectual, e justificava o controle acirrado de pais e maridos. Os homens, não sendo consumidos pelo desejo carnal, e muito mais dotados de auto controle, eram naturalmente mais adequados para as posições de poder e influencia”. (Veja mais em: http://escrevalolaescreva.blogspot.com.br/2013/11/quando-as-mulheres-queriam-sexo-muito.html)

Foucault trata da histerização do corpo da mulher, um “tríplice processo pelo qual o corpo da mulher foi analisado – qualificado e desqualificado – como corpo integralmente saturado de sexualidade” (FOUCAULT. Historia da Sexualidade, p.99). Durante a historia da sexualidade, o corpo da mulher foi objeto das práticas médicas, e até considerado uma patologia; parte do corpo social, que dada sua relevância comunitária devia ser regulada (como, por exemplo, a questão de fecundidade que é levada para o terreno público e das políticas públicas); e parte do espaço familiar. Em todos os casos, criou-se uma imagem, um discurso acerca do corpo da mulher.

Mas, o que transformou a mulher histérica na figura da donzela ingênua, frágil, passiva – que caracteriza a mulher “feminina”? Para Simone de Beauvoir, a representação da mulher não é um dado biológico, “é um destino que lhe é imposto” tanto pelos educadores quanto pela sociedade. Dessa forma, “ninguém nasce mulher, torna-se mulher”. A construção das identidades de gênero não é revelação de uma essência feminina. No conflito entre sua existência autônoma e a posição de alteridade em relação ao homem (mulher como o Outro), ensina a mulher a agradar, fazer-se objeto. “Tratam-na como uma boneca viva, recusam-lhe a liberdade”.

Recusam-lhe a liberdade sexual.

A afirmação de que hoje, os homens, naturalmente, gostam mais de sexo, é disseminada, sendo curioso o fato de que com essa mudança, modificou-se também o sentido atribuído ao apetite sexual. Se antes era prova de irracionalidade – para as mulheres – hoje, associada ao homem, é sinal de ambição.

Obrigada Evan Rachel Wood por opor-se a tentativa sexista da “MPAA que achou necessário censurar a sexualidade de uma mulher mais uma vez”.  Não podemos tolerar a manutenção dos dispositivos, da repressão e da censura, que representam socialmente uma mulher que envergonha-se do sexo. A mulher também é um ser sexual.

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Referências

FOUCAULT, Michael. História da Sexualidade I: A vontade de saber. Vol I. 13a Edição. Edições Graal, Rio de Janeiro, 1988.

BEAUVOIR, Simone de. O Segundo Sexo: fatos e mitos. 4a Edicao. Difusao Européia do Livro, São Paulo, 1970.

http://escrevalolaescreva.blogspot.com.br

http://escrevalolaescreva.blogspot.com.br/2013/11/guest-post-em-hollywood-nao-se-mete-boca.html

http://escrevalolaescreva.blogspot.com.br/2013/11/quando-as-mulheres-queriam-sexo-muito.html

http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2013/11/1377885-atriz-dispara-contra-machismo-de-hollywood-apos-sexo-oral-ser-censurado.shtml

https://twitter.com/evanrachelwood

http://www.pluggedin.com/familyroom/articles/2008/whoratesthemoviesandhow.aspx

http://finallyfeminism101.wordpress.com/2007/10/19/sexism-definition/

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Não se nasce princesa, torna-se princesa

As meninas desde sempre são induzidas a admirarem e amarem as princesas Disney. Isso ocorre tanto propositalmente, quando nos perguntam “qual será o tema do seu próximo aniversário? Será a Ariel?”, ou quando nos chamam de “princesa” de tal forma que parece que esse elogio congrega centenas de bons adjetivos que toda “menina” (até porque, caso não os tenha, não seria bem uma “menina”, não é?) deveria ter, os quais seriam, dentre outros, ter “postura”, “modos”, “educação”, “beleza” e, principalmente, “obediência”.

Segundo a filósofa francesa Simone de Beauvoir (1908/1986), em sua obra “Segundo Sexo” (vol. 1), “Não se nasce mulher, torna-se mulher” e tal frase inspira o nosso título, pois as Princesas Disney são um dos exemplos do “mito da feminilidade inata”. Todo comportamento “feminino” é uma construção social e ainda, para Foucault , é um efeito de diversas técnicas de poder que criaram os dispositivos da sexualidade. A autora ainda questiona se a identidade do gênero é definida apenas pelos órgãos sexuais. Quando diz-se que algumas mulheres “deixaram de ser mulheres” quando decidem não casarem e não se tornarem mães e vão para o mercado de trabalho, ou que “mulher de verdade é mulher que ‘se dá o respeito’”, é possível perceber construções sociais além dos fatores biológicos que pretendem definir o “ser mulher”.

É possível perceber a distinção comportamental dos gêneros construída desde a educação das crianças, mesmo em sua fase mais tenra, quando as críticas aos comportamentos são feitas a partir de duas classificações: “isso não é coisa de mocinha”, para meninas que são mais ativas do que passivas e “isso é coisa de mulherzinha”, em um tom inconsequentemente pejorativo, quando um menino chora, ou expressa afeição.

E é aí que a questão do famoso estúdio Walt Disney começa, mas vamos nos ater somente aos filmes “clássicos”, porque se formos falar de todos, será mais extenso. Portanto, falaremos das princesas que, segundo a própria Disney, são as princesas “oficiais” que passam até por um ritual de entrada no panteão das Princesas Disney.

Em 1937, estreia “Branca de Neve e os Sete Anões”, que representava a visão de mulher ideal da época. Uma menina meiga que foge envergonhada do príncipe, é amiga dos animais e gentil com todos. Seu problema é que sua madrasta inveja a sua beleza (por que as mulheres são tão fúteis, não é mesmo?) e, por não ser mais a mais bela do reino, tenta mata-la. Porém, Branca de Neve foge pela floresta e é acolhida por sete anões. Ah! Ela tem mais duas características admiráveis: adora limpar a casa (minunciosamente) e cozinha muito bem (afinal, sete homenzinhos não poderiam jamais fazer isso). Branca de Neve é enganada pela madrasta que, disfarçada de uma mendiga, a envenena, daí os anões correm atrás da bruxa, que cai penhasco abaixo. Por fim, a linda princesa espera pelo seu salvador em um caixão de cristal (porque ela era tão bela…) no meio da floresta, totalmente inerte esperando pelo seu príncipe, sendo salva com um beijo “do amor verdadeiro” e tendo como final feliz seu casamento. Até mesmo porque essa era a sua única escolha…

Limpando a casa dos sete anões

Limpando a casa dos sete anões

A história de “Cinderela” (1950) é bem semelhante. Mais uma vez a donzela é castigada pela inveja de sua madrasta e suas duas irmãs “feias” (porque o belo é sempre bom) e obrigada a trabalhar arduamente nas tarefas da casa. Dessa vez, a princesa recebe a ajuda de dois ratinhos e de sua fada madrinha, que a faz voltar antes da meia noite do baile, pois todos nós sabemos que boas moças não ficavam até tarde na rua na década de 1950. Todavia, Cinderela nada faz para sair da sua condição e é encontrada pelo seu príncipe que a toma em casamento. O filme possui duas continuações: “Cinderela II” (2002) e “Cinderela III: Uma Aventura no Tempo” (2007) nos quais nem parece tratar da mesma princesa, tamanho o envolvimento que ela tem em ambas as tramas e seu papel heróico na conclusão das histórias.

Limpando a casa para a madrasta

Limpando a casa para a madrasta

Em 1959, é a vez de a “Bela Adormecida” encantar as meninas na telona. Nesse longa a princesa doce e gentil é criada por três tias (o que mostra, pelo menos, um avanço na concepção de família) no meio de uma floresta. Certo dia, ela conhece um príncipe, mas nenhum dos dois sabe que ela é a princesa Aurora, amaldiçoada por uma bruxa (Malévola) quando era recém-nascida. Aos dezesseis anos ela furaria o dedo numa roca e dormiria para sempre. Podemos perceber mais uma pista na idade, pois é nessa fase da adolescência que as meninas, em sua maioria, têm a sua primeira menstruação e começam a descobrir os prazeres do corpo. Por isso, não é de se estranhar que seja o sangue do dedo furado que condene a inocência e a liberdade da princesa. O resto do filme ela passa dormindo em uma cama enquanto o príncipe Felipe faz de tudo para salvá-la, lutando até contra um terrível dragão (que é a bruxa disfarçada). E mais uma vez tudo acaba bem, eles se casam e vivem felizes para sempre.

Dormindo...

Dormindo…

No filme “A Pequena Sereia” (1989), Ariel é uma das filhas do Rei Tritão e uma princesa muito aventureira e desobediente. Apesar de vaidosa e romântica (como toda boa mulher) podemos tomá-la como um marco na lenta transição de princesas apáticas para aquelas que lutam para mudarem a sua história. Ariel decide lutar por seu amor pelo príncipe Erik (um humano) e para conquistá-lo pede ajuda à Úrsula, a bruxa do mar (que só poderia ser gorda, feia, não branca e muito má). Em troca de um belo par de pernas a Bruxa toma a voz de Ariel, ou seja, sua liberdade de expressão – mas que ainda, valeria a pena para encontrar o amor verdadeiro. Quando a princesa a questiona como iria fazer para que o Erik se apaixonasse por ela, Úrsula começa a cantar uma canção que, entre outras coisas, diz “Terá sua aparência. Seu belo rosto. E não subestime a importância da linguagem do corpo. O homem abomina tagarelas. Garota caladinha ele adora. Se a mulher ficar falando, o dia inteiro e fofocando, o homem se zanga, diz adeus e vai embora.” e ainda “Sabe quem é mais querida? É a garota retraída. E só as bem quietinhas vão casar”.

Perdendo a voz

Perdendo a voz

What?! Mesmo após o Movimento Feminista, da década de 1960, pelos direitos do voto a Disney lança um desenho com uma letra de música como esta. Mas, “tudo bem” eles diriam, pois as falas são da bruxa, que não deve servir de exemplo para ninguém. Todavia, a musiquinha tão inocente à primeira vista nos remete a uma época em que realmente as mulheres recatadas eram as respeitadas e que o patriarcalismo ditava as regras. É, talvez Úrsula tenha sido amiga da madrasta da Branca de Neve na década de 1950. Isso sim não me surpreenderia. Ah! E no final o príncipe salva Ariel e eles vivem felizes para sempre, e casados. Esse filme também teve uma continuação em 2002 (“A Pequena Sereia: O Retorno para o Mar”) que narra as aventuras da filha de Ariel.

Em “A Bela e a Fera” (1991), Bela é uma menina bonita, porém considerada esquisita por todos na vila pelo seu amor pela leitura e por não dar bola para Gastão, o cara (fortão, bonitão, que se achava) mais cobiçado por todas as mulheres. E então, temos o primeiro vilão homem em filmes de princesas! Ao longo da história Bela acaba prisioneira da Fera (peludo, sujo, vestido de farrapos e mal educado) e amolece o coração dele que foi enfeitiçado por uma feiticeira (por causa de sua beleza e maus modos) e só voltaria a sua forma humana se encontrasse alguém que o amasse pela sua beleza interior. Bela se apaixona pela Fera e dá um “tapa na cara da sociedade” refutando os padrões de beleza e seguindo o seu coração, mesmo que a Fera tenha se tornado um lindo príncipe no final. Além disso, é ela quem o salva de Gastão e depois se casa com o belo príncipe!

Amando livros

Amando livros

Ao desafiar as regras do patriarcalismo islâmico, a princesa Jasmine chama a atenção dos olhares feministas no longa “Alladin” (1992). Mesmo não sendo a protagonista do filme, a princesa, filha de um sultão, dispensa todos os pretendentes que seu pai arruma, dizendo que nunca irá aceitar um casamento arranjado. Ela é a primeira princesa não branca a entrar no “panteão” e a primeira a única que não tem um bichinho fofinho de estimação: ela tem nada mais nada menos que um tigre! Porém, apesar de sua coragem ao questionar os padrões sociais de sua época, a Disney abusa da sensualidade de Jasmine pela suas roupas, o que pode ser considerada uma marca do estereótipo Oriental erótico, exótico (o próprio tigre, por exemplo) e misterioso. Mas isso já é tema para outro post…

Jasmine

A princesa índia no filme “Pocahontas” (1995) também surpreende ao buscar seu próprio destino, sendo um pouco rebelde em relação ao seu pai, o chefe da tribo. É Pocahontas que infringe as regras de se aproximar dos “homens brancos” que estão invadindo o seu território e, mais do que isso, se apaixona e dá o primeiro passo beijando o aventureiro John Smith! Ela ainda salva a todos em um discurso eloquente no final, impedindo que a guerra entre índios e colonos explodisse.

Primeiro beijo

Primeiro beijo

Em 2009, a Disney lança a sua primeira princesa negra no filme “A Princesa e o Sapo”. Tiana é uma moça pobre que trabalha muito, como garçonete em dois turnos, para alcançar o seu sonho de abrir um restaurante. Ela acaba beijando um príncipe chamado Navi que estava transformado em sapo e acaba virando um também, pois ela não era uma princesa. Então, os dois passam a maior parte do filme como anfíbios e Tiana ensina a Navi, que é um malandro, falido e galanteador, o quanto é importante trabalhar duro para alcançar as suas metas e ele, por outro lado, a ensina a se divertir e aproveitar um pouco a vida. Tiana rompe com a tradição de princesas que esperavam a vida toda por um milagre ou por seu salvador, expressando o estilo de mulher do século XXI, independente e dona de seus próprio destino.

Como garçonete

Como garçonete

No longa “Enrolados” (2010) a Disney conta a história de Rapunzel, uma menina de dezoito anos dividida entre obedecer a sua mãe (que ela ainda não sabe que é a bruxa que a sequestrou quando bebê) e seguir o seu sonho de ver as lanternas flutuantes, que eram lançadas pelos seus pais (o rei e a rainha) todo ano no seu aniversário. Desobedecendo a “mãe”, ela decide obrigar o ladrão Flynn Rider (ou José Pereira) a levá-la até o castelo. Mesmo lutando contra guardas (com uma frigideira, mesmo porque mocinhas não lutam com espada, não é?), dançando e cantando com bandidos em uma taverna, Rapunzel segue exatamente o estereótipo de princesa gentil, artística, bondosa, linda e loira, pelo menos até o final o filme, quando Flynn corta os seus cabelos e eles ficam castanhos. Então, ela está liberta da cobiça da bruxa, porém não contém mais a sua magia capitar. Além disso, no final tudo acaba em casamento.

Armada com sua frigideira

Armada com sua frigideira

Mas é o filme “Valente” (2012) que a princesa escocesa Merida empolga todos os que acreditam que é possível ser corajosa, desobediente, bagunceira, habilidosa (dessa vez com espada e arco-flecha), ter uma cabeleira rebelde e continuar sendo “menina”. Ela sofre com problemas de relacionamento com sua mãe, Elinor que insiste que ela deve se casar, pois esse era o seu dever como princesa. Merida defende que ela era capaz de governar sem um marido. No final mãe e filha se reconciliam após lutarem juntas para se livrarem de uma terrível maldição e Elinor acaba respeitando a decisão da filha. E não há casamento!

Com seu arco-flecha

Com seu arco-flecha

Finalmente, depois de toda essa cronologia podemos afirmar que a Disney e qualquer outro estúdio acompanha o espírito da época na qual produzem seus filmes. Se um dia Úrsula cantou aquela música era porque alguém no mundo real concordava, assim como Merida só pode correr com o seu cavalo acertando alvos com o seu arco-flecha devido a inúmeras lutas travadas por feministas no mundo todo que questionam o papel da mulher na nossa sociedade atual.

Bibliografia:

BEAUVOIR, Simone. O segundo sexo: fatos e mitos. São Paulo: Difusão
Européia do Livro, 1960a.

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